Milímetros
Instrumentos com mais graus de liberdade que o punho humano, tremor filtrado por software e visão tridimensional ampliada dentro de um campo estreito.
As cirurgias deste hospital são realizadas com plataforma robótica. Não é vitrine: em cabeça e pescoço, onde estruturas nobres ficam a poucos centímetros do campo, a margem que a máquina dá é a diferença entre preservar e não preservar.
Instrumentos com mais graus de liberdade que o punho humano, tremor filtrado por software e visão tridimensional ampliada dentro de um campo estreito.
Incisões menores e menos sangramento encurtam a internação. Menos tempo no leito é menos tempo longe da própria vida.
Corte mais preciso é menos tecido sacrificado — e menos tecido sacrificado é uma reconstrução mais simples e uma reabilitação mais curta.
É a região do corpo onde quase tudo acontece em poucos centímetros: falar, engolir, respirar, reconhecer um rosto no espelho.
Uma cirurgia aqui não termina quando a lesão sai. Termina quando a pessoa volta a comer sozinha, a ser entendida ao telefone, a sair de casa sem precisar se explicar. É por isso que escolhemos esta especialidade: ela exige as duas coisas que este hospital reuniu — tecnologia que trabalha em milímetros e um cuidado de reconstrução que dura muito além da alta.
O que é. Lesão que não cicatriza, ferida na língua ou na gengiva que passa de três semanas, mancha branca ou avermelhada que não sai. É um dos cânceres em que o diagnóstico tardio muda mais o desfecho — e um dos mais confundidos com afta.
O que fazemos. Retirada da lesão com margem, avaliação dos linfonodos do pescoço e, quando necessário, reconstrução no mesmo tempo cirúrgico. A prioridade é preservar fala e deglutição.
Depois. Fonoaudiologia e reabilitação da deglutição fazem parte do tratamento, não são um extra.
O que é. Rouquidão que não passa em três semanas é o sinal mais comum, e o mais ignorado. Quando descoberto cedo, há mais caminhos para preservar a voz.
O que fazemos. Cirurgia com preservação de órgão sempre que o estadiamento permite, em vez de retirada total como primeira opção. Quando a laringectomia é inevitável, a reabilitação da voz começa antes da cirurgia.
Depois. Reabilitação vocal e acompanhamento da deglutição, com a equipe da casa.
O que é. É onde o câncer de pele mais aparece, porque é a área mais exposta ao sol — e onde a cirurgia tem menos margem para errar, porque cada milímetro é rosto.
O que fazemos. Retirada com margem controlada e reconstrução planejada junto, pensando no resultado funcional e estético desde o primeiro corte.
Depois. Acompanhamento dermatológico, porque quem teve um tem risco maior de ter outro.
O que é. Nódulo de tireoide é comum e quase sempre benigno. O trabalho é separar o que precisa de cirurgia do que precisa apenas de acompanhamento — e não operar quem não precisa.
O que fazemos. Tireoidectomia parcial ou total conforme o caso, com atenção aos nervos da voz e às paratireoides. A plataforma robótica permite abordagens que reduzem a cicatriz visível no pescoço.
Depois. Ajuste hormonal acompanhado por endocrinologia.
O que é. Um caroço na frente da orelha ou embaixo da mandíbula que cresce devagar. A maioria é benigna, e mesmo assim exige cirurgião experiente: o nervo que move o rosto passa dentro da parótida.
O que fazemos. Retirada com monitorização do nervo facial. Preservar o movimento do rosto é objetivo cirúrgico, não consequência.
Depois. Acompanhamento da função facial e da cicatriz.
O que é. Gânglio no pescoço que não some depois de semanas merece investigação. Pode ser reação a uma infecção — ou o primeiro sinal de um tumor em outro lugar da cabeça e do pescoço.
O que fazemos. Biópsia e, quando indicado, esvaziamento cervical seletivo — retirando o que precisa sair e preservando o que dá para preservar.
Depois. Fisioterapia de ombro e pescoço quando o esvaziamento for amplo.
O que é. Não é uma cirurgia à parte: é a segunda metade de todas as anteriores. Tirar a doença sem devolver a função é meio trabalho.
O que fazemos. Planejamento da reconstrução junto com a ressecção, e não depois dela. Equipe de reabilitação envolvida desde o pré-operatório.
Depois. É aqui que a medicina canabinoide da casa costuma entrar — dor pós-operatória e mucosite têm literatura consolidada.
O centro cirúrgico não atende só uma especialidade.
Vesícula, hérnias e procedimentos do dia a dia hospitalar.
Tumores fora do território de cabeça e pescoço, com a mesma equipe de suporte.
Nariz, seios da face, ouvido e vias aéreas superiores.
Face, mandíbula e articulação temporomandibular.
Reconstrução após trauma ou ressecção — o par natural da cabeça e pescoço.
Procedimentos abdominais, incluindo os que se beneficiam da via robótica.
Em cirurgia aberta, quem não está paramentado não vê nada. Na robótica, o campo que o cirurgião enxerga já é uma imagem digital — e pode sair da sala sem que ninguém entre. Um console custa caro uma vez; um cirurgião mal formado custa caro em todas as cirurgias que fizer.
O médico acompanha o campo em alta definição de fora da sala, sem quebrar a assepsia nem colocar mais um desconhecido diante do paciente.
O cirurgião em formação pega o caso no pré-operatório, assiste ao procedimento e volta para a discussão do pós. O ciclo inteiro, não o clímax.
Procedimentos gravados e catalogados por técnica e por achado, para estudar a complicação rara antes de encontrá-la pela primeira vez.
A cadeira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço responde por indicação cirúrgica, estadiamento e planejamento de reconstrução, e trabalha ao lado das cadeiras de oncologia, dor e reabilitação. Nenhum nome vai ao site sem autorização por escrito, com CRM e RQE.