O que as pessoas perguntam antes de marcar.
Reunimos aqui as perguntas que chegam todo dia — de paciente, de família, de médico e de associação. Onde ainda não temos resposta definida, está escrito que não temos. Quem chega com dor e recebe informação errada não volta.
Se você é paciente ou familiar
Preciso de encaminhamento médico para ser atendido?
Não. Você pode marcar uma consulta direto com o especialista da área da sua condição. Se já tiver laudos, exames ou receitas de outro médico, leve — encurta muito a primeira conversa.
Cannabis medicinal é legal no Brasil?
Sim. Desde 2015 a Anvisa permite a importação para uso pessoal com prescrição, e desde 2026 há um marco novo: a RDC 1.015/2026 rege fabricação, importação e manipulação, e a RDC 1.013/2026 autorizou o cultivo nacional. Tudo mediante prescrição médica.
Quais doenças vocês tratam com cannabis medicinal?
A base clínica do hospital tem 91 condições com protocolo escrito, em sete áreas: neurológica, psiquiátrica, dor, autoimune, digestiva, sono e especializadas. Entre elas epilepsia, dor crônica, fibromialgia, Parkinson, Alzheimer, autismo, endometriose, ansiedade e enxaqueca. A lista completa está na página de tratamentos.
Meu médico disse que não há mais o que fazer. Vale procurar vocês?
Vale conversar. Não prometemos desfecho — ninguém sério promete. O que oferecemos é uma segunda leitura do caso por um especialista da área, com acesso a abordagens que exigem estrutura hospitalar e que, fora dela, não estão disponíveis. Se a nossa avaliação for de que não há o que acrescentar, dizemos isso.
O tratamento é internado ou ambulatorial?
A maior parte é ambulatorial: consulta, prescrição e retornos. A internação e o day-clinic entram quando a via de administração, a dose ou o quadro exigem supervisão — e essa decisão é do médico, não do paciente nem do hospital.
Vocês atendem menores de idade?
Sim, com indicação médica, responsável legal presente e consentimento informado por escrito. Epilepsia refratária e autismo estão entre as condições em que a literatura é mais consolidada em crianças e adolescentes.
Preciso ir a São Paulo para ser atendido?
Não necessariamente. Há teleconsulta para todo o Brasil e segunda opinião internacional para a América Latina, com parecer entregue por escrito. Quando o caso exigir presença — exame físico, procedimento, internação — dizemos, em vez de vender uma consulta por vídeo no lugar.
Vocês atendem convênio ou SUS?
O credenciamento junto a operadoras está em estruturação, e o canal SUS ainda não está habilitado. Enquanto isso não se conclui, preferimos dizer que não temos a atendê-lo com informação errada.
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Quanto custa a consulta?
Os valores estão sendo definidos junto com a abertura da agenda. Quando estiverem, vão para esta página — a Res. CFM 2.336/2023 permite divulgar preço de consulta, e não há motivo para esconder.
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Se você é médico ou profissional de saúde
Preciso de alguma especialização para prescrever cannabis medicinal?
Não existe título de especialista em medicina canabinoide no Brasil. Qualquer médico com CRM ativo pode prescrever dentro da sua área. O que falta na prática não é autorização — é formação: nove em cada dez profissionais de saúde saíram da graduação sem uma aula sobre o assunto.
O hospital tem escola? Como funciona a especialização?
Não como escola: como Centro de Especialização Profissional. Todo mundo que senta na sala de treinamentos do térreo já é formado e tem registro no conselho da sua área — o formato é de MBA e curso livre. São cinco trilhas: medicina canabinoide clínica, protocolo hospitalar de THC, novas medicinas, IA na prática clínica e regulatório aplicado. Carga horária e credenciamento estão em definição, e nenhuma turma é anunciada como certificada antes disso.
Posso encaminhar um paciente meu e continuar acompanhando o caso?
Sim, e é o formato que preferimos. Existe interconsulta entre médicos: o paciente segue com você, e entramos como referência técnica na indicação, na razão CBD:THC, na dose inicial e no manejo de efeito adverso.
Como faço para integrar o corpo clínico?
O conselho é organizado por dez cadeiras de especialidade. Fale com o hospital pelo canal de contato — e saiba de antemão que nome de médico só vai ao site com autorização por escrito, com CRM e RQE quando houver.
Se você é de uma associação de pacientes
O hospital compra a colheita da associação?
Não, e essa linha é deliberada. A RDC 1.014/2026 criou um ambiente regulatório experimental para associações e não autoriza que elas comercializem. Somos prestador de serviço clínico, laboratorial e logístico — a titularidade da produção continua da associação.
Como funciona o convênio na prática?
Em sete etapas: convênio médico, atendimento e prescrição ao associado, recolhimento da colheita sob custódia, processamento nos laboratórios da Xperienc, retorno do produto ao país, dispensação pela própria associação e devolução do desfecho clínico como evidência.
Vocês só atendem associações de São Paulo?
Não. O modelo foi desenhado para ser replicável em hospital parceiro de outra capital, porque o que se replica é o protocolo e a cadeia de custódia, não o imóvel. Até o momento, nenhuma associação tem convênio assinado.
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Se você vai passar por uma cirurgia
Uma ferida na boca que não cicatriza pode ser câncer?
Pode. Lesão na língua, na gengiva ou no assoalho da boca que passa de três semanas sem cicatrizar merece avaliação de um cirurgião de cabeça e pescoço — não é o mesmo que uma afta, que some sozinha em poucos dias. A avaliação é simples e rápida; o que muda o caminho do tratamento é o tempo até ela acontecer.
Rouquidão que não passa precisa ser investigada?
Sim. Rouquidão que dura mais de três semanas sem resfriado que a explique é o sinal mais comum de alteração na laringe, e também o mais ignorado. Quando a alteração é encontrada cedo, existem mais caminhos cirúrgicos que preservam a voz.
O hospital faz cirurgia robótica?
Faz. A plataforma robótica está em operação no centro cirúrgico. Em cabeça e pescoço ela importa por um motivo concreto: instrumentos com mais graus de liberdade que o punho, tremor filtrado e visão ampliada dentro de um campo de poucos centímetros, onde nervo, via aérea e vaso ficam lado a lado.
Por que a especialidade principal é Cirurgia de Cabeça e Pescoço?
Porque é a região em que falar, engolir, respirar e reconhecer o próprio rosto acontecem em poucos centímetros. É a cirurgia em que a precisão da máquina e o trabalho de reconstrução e reabilitação pesam mais — as duas coisas que este hospital reuniu na mesma casa.
Vocês operam nódulo de tireoide?
Sim, quando há indicação. Boa parte dos nódulos é benigna e pede acompanhamento, não bisturi — separar um caso do outro faz parte do trabalho, e não operar quem não precisa é decisão clínica tanto quanto operar.
Só operam cabeça e pescoço?
Não. O centro cirúrgico também recebe cirurgia geral, cirurgia oncológica, otorrinolaringologia, bucomaxilofacial, cirurgia plástica reparadora e cirurgia do aparelho digestivo, com a mesma equipe de suporte e a mesma estrutura de internação.
Sou médico de outra cidade. Posso discutir um caso com a equipe?
Pode. É a interconsulta entre médicos, e roda na mesma plataforma em que atendemos paciente por vídeo — não é um canal à parte. A conversa é entre médicos: o paciente continua com você, e entramos como segunda leitura sobre estadiamento, via de acesso e planejamento de reconstrução, com parecer por escrito.
A cannabis medicinal entra no pós-operatório?
Entra quando há indicação clínica. Dor pós-operatória, mucosite por radioterapia, náusea de quimioterapia e caquexia estão entre as indicações com literatura consolidada, e no paciente de cabeça e pescoço elas costumam aparecer no mesmo período. Quem prescreve é o médico da casa, no mesmo prontuário da cirurgia.
Outro médico pode assistir à minha cirurgia?
Só com o seu consentimento informado, específico e por escrito. Nenhuma imagem de paciente é transmitida, gravada ou usada em ensino sem isso — sem exceção. Você pode recusar, e a recusa não muda nada no seu atendimento.
Sobre o hospital
O Hospital Granja Julieta é só de cannabis medicinal?
Não. É um hospital geral com centro cirúrgico, consultórios de especialidade e internação, que também tem uma ala dedicada a tratamentos canabinoides. A cannabis é uma das ferramentas da casa, não a identidade dela.
Onde fica o hospital?
Av. Alfredo Egídio de Souza Aranha, 177 — Vila Cruzeiro, Zona Sul de São Paulo, CEP 04726-170.
Vocês têm pronto-socorro?
Não. O hospital não opera unidade de urgência e emergência. Em emergência, procure o serviço de urgência mais próximo ou ligue 192 (SAMU).
O que é a ala canabinoide?
É o 6º andar, construído para uma finalidade só: administração de canabinoides sob supervisão médica, com leito ao lado e centro cirúrgico nos andares de baixo. Ela existe porque o marco de 2026 admite vias e concentrações que só fazem sentido com médico na sala.
Qual a relação com a Xperienc Global Labs?
O hospital é o braço clínico hospitalar da Xperienc. A Xperienc pesquisa, cultiva e processa; o hospital é onde isso encontra o paciente, sob responsabilidade médica.
Ver a grade completa: mil médicos, dois que prescrevem
| Médicos brasileiros | Quantos | Proporção |
|---|---|---|
| Total em atividade | 635.000 | 100% |
| Já prescreveram cannabis medicinal ao menos uma vez | 61.000 | 9,6% |
| Prescrevem com regularidade | ~1.270 | 0,2% |