Noventa e uma condições, sete áreas, um corpo clínico.
Do sistema nervoso central às doenças autoimunes, da dor crônica aos distúrbios do sono. Cada condição com sintomas descritos, mecanismo de ação e um especialista responsável por ela dentro da casa.
Procure pela sua condição.
Digite o nome da doença, um sintoma ou o termo que o seu médico usou. A base aceita as duas formas — "epilepsia" e "convulsão" levam ao mesmo lugar.
O que se sabe, e o que ainda não se sabe.
Cada condição acima traz o nível de evidência científica para o uso de canabinoides naquele quadro — inclusive quando esse nível é baixo, e inclusive quando os estudos apontam que não funciona. Nível baixo não significa que não atendemos: significa que a condução é da medicina convencional, e o canabinoide entra por decisão médica individual.
Há ensaios clínicos controlados e revisões que sustentam o efeito. É onde a indicação canabinoide tem base mais firme.
O que fazemos: Há literatura que sustenta a indicação, e o protocolo da casa segue essa referência. Dose, via e combinação continuam sendo decisão do médico, em consulta.
Os estudos apontam benefício, com limitações de tamanho, desenho ou duração.
O que fazemos: A literatura aponta benefício com limitações de desenho. O protocolo segue a referência disponível, com acompanhamento mais próximo na titulação.
Há sinal de benefício em estudos pequenos ou preliminares. Não basta para indicar de rotina, e não impede a indicação individual.
O que fazemos: A evidência é preliminar, então a conduta é construída caso a caso: avaliação clínica, decisão médica individual e titulação acompanhada. O desfecho fica registrado no mesmo prontuário das duas medicinas — é o que permite estudar depois, sempre com comitê de ética e com o seu consentimento à parte.
Ainda não há ensaio clínico desenhado para esta condição — o que não é o mesmo que dizer que não funciona. Ausência de evidência não é evidência de ausência: é lacuna, e lacuna se preenche com pesquisa. Aqui a condução é da medicina convencional, e o canabinoide entra por decisão médica individual, caso a caso.
O que fazemos: A condução é da medicina convencional; o canabinoide entra por decisão médica individual. E o que se faz aqui fica registrado: quadro, conduta, dose, resposta e efeito adverso, no mesmo prontuário das duas medicinas. É esse registro que permite estudar depois — e é por ele que esta condição pode deixar de estar nesta lista. Nenhum caso vira pesquisa sem aprovação de comitê de ética e sem o seu consentimento, dado à parte do consentimento de tratamento.
Aqui há estudo, e ele aponta que o canabinoide NÃO funciona para esta condição. É a diferença entre lacuna e resposta negativa. Publicamos porque quem procura merece saber antes de gastar tempo e dinheiro.
O que fazemos: Aqui não indicamos canabinoide: os estudos apontam que não funciona para esta condição. O hospital atende, avalia e encaminha para a especialidade que trata.
De onde vem esta classificação
- National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine — The Health Effects of Cannabis and Cannabinoids (2017) — Revisão guarda-chuva com cerca de cem conclusões, a mais abrangente desde 1999. É ela que gradua a evidência por condição.
- Ensaio randomizado de canabidiol em crises de queda na Síndrome de Lennox-Gastaut (2018) — Ensaio duplo-cego controlado por placebo, 12 semanas.
- Nabiximols em espasticidade resistente na Esclerose Múltipla — experiência belga (2021) — Estudo de mundo real, 230 pacientes avaliáveis, como terapia adjuvante.
- Meta-análise de eficácia e segurança de nabiximols na espasticidade da Esclerose Múltipla (2010) — Meta-análise de ensaios randomizados.