A fronteira
Nunca foi só a distância.
Em boa parte do continente, quem poderia se beneficiar de um tratamento canabinoide
esbarra na mesma parede: não existe médico formado na cidade dele, e não existe hospital
que assuma o caso quando ele sai do ambulatorial. A pessoa escolhe entre atravessar uma
fronteira sem garantia nenhuma e desistir.
Um caso raro pode ter sido descrito, estudado e tratado em outro país há cinco anos — e não chegar até aqui porque está escrito em outra língua, numa revista que ninguém do serviço lê. Não é falta de ciência: é falta de tradução.
A tradução simultânea põe médico e paciente conversando cada um na sua língua, e serve para os dois lados: a consulta com quem mora longe, e o seminário clínico em que um especialista de fora discute o caso com a equipe daqui.
Onde isto paraA leitura do especialista estrangeiro NÃO é laudo. É segunda opinião: traz base para o médico local considerar caminhos que talvez não estivessem na mesa. Quem assina a conduta é sempre o profissional com registro no país do paciente.
Idiomas de atendimentoPortuguês · Espanhol · Inglês. Em confirmação com o corpo clínico — só anunciamos o idioma em que houver médico capaz de conduzir a consulta inteira nele.